segunda-feira, agosto 07, 2006

Fazer coisas
e despachá-las incompletas.
Falhar a estratégia do mundo.
É dormir que quero?
Nem isso - acho.

Certezas, muito menos...
o requinte não passa de as coisas vistas através do véu-nós.
Esquece quem queres ser
pois o não queres ser.
Estás a pegar em fogo-fátuos,
mas o amor de verdade é cego.
O amor de mentira é forte,
mas esvanece-se.
Assim que a mão deixa de ser mão,
sente-se a queimadura do tempo passado a segurar.
Assim se agarra na percepção.

Esquecer as tensões, as posturas,
essa falta de objectividade no desejo da vida
ao tratar o gesto-voz por objecto,
ao morder o engodo da situação.
Mas por trás da situação há uma outra,
por trás da mesma ainda outra, e por aí fora,
até que os engodos são outros
e as máscaras de tradição caíram uma a uma.

Mas e depois?
...
Depois, fecha-se este capítulo habitual,
em conivência com o que foi dito,
de certa forma por determinar.

E dói,
o facto de também não ter dito nada.